quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Apresentação feia

Bom, aqui estou eu (finalmente). Nada de apresentações ou coisas tão formais, vou postar logo de cara uma crônica que eu escrevi ano passado. Desculpem a estrutura muito formal do texto, era época de vestibular. É para criticar, futuros leitores!

O Dom da Feiúra.

A fealdade pode ser um fardo de imensa tristeza e revolta para muitos indivíduos providos de tal característica. A maioria esmagadora da população nega a própria feiúra, maquilando-se dos pés até o alisamento da última ponta dupla, ou tripla de seus cabelos em muitos casos. Existem ainda aqueles clássicos cidadãos extremamente belos que costumam rebaixar-se a uma inexistente falta de beleza na esperança de angariar alguns elogios.

Devo agora também dizer caro leitor, que não assumirei que sou desprovido de beleza para aliciar algumas demonstrações contraditórias de amizade ou amor envolvidas de pura pena e piedade como muitos fazem, pois realmente não preciso disso. Seria contraditório, já que vejo o lado bom da coisa!

Ter amigos, namorada e uma boa fama é incontestável e extremamente bom. Entretanto, tal benevolência pode ser realçada ainda mais se você for feio. É uma questão de raciocínio e experiência própria. O amor se mostra puro, intenso e sincero na sua verdadeira forma, afinal apenas muito amor para superar esse “defeito” do ser amado.

Em outro caso, a companhia daquele seu amigo feio em âmbitos variados mostra que você não tem vergonha nem ressentimento até de perder uma boa garota que não irá se aproximar devido à relutância de uma amiga que a esteja acompanhando em ter de suportar a deslealdade com a beleza do seu amigo. Isso exaltará e fortalecerá a amizade.

Muitas pessoas têm aversão a esse inestimável dom, sim, porque, na verdade, a fealdade é um dom divino de muito mais valor que a beleza de Narciso, e as aversões tornam-se injustificáveis. Mesmo assim, elas existem. Nessas condições, ser considerado, ser querido e ser aclamado pela sociedade também mostra que o feio é realmente um “cara” de incomensurável estima e de fato todos gostam dele.

Sobre a feiúra, posso ir ainda mais além. Quanto mais o sujeito parecer estar às avessas, mais se pode ter certeza do amor alheio. É claro que os valores desta, contraditoriamente, bela dádiva, citados no decorrer deste texto, nem sempre são válidos se o prezado obtiver uma quantia considerável de dinheiro, já que o capital inibe inúmeros valores e faz aflorar sentimentos traiçoeiros, desmedidos e medíocres, sufocando o que os homens têm de bom.

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